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Comunicação no trabalho: quando falar não significa ser compreendido

Mensagens ambíguas e falhas na interação geram retrabalho, conflitos e queda de engajamento nas equipes

No ambiente corporativo, muitos problemas começam antes mesmo de qualquer decisão estratégica: começam na forma como as pessoas se comunicam. Para quem está acostumado a se comunicar por mensagens rápidas e emojis e para aqueles que acreditam que falar é o mesmo que comunicar, o tema de hoje pode ser bem áspero: comunicação interpessoal é valor no meio corporativo. Isso significa que se você acredita que mensagem enviada é mensagem compreendida, você pode estar abrindo espaço para o retrabalho e até para conflitos no seu ambiente profissional.

Diversos estudos mostram que boa parte dos problemas organizacionais está ligada à má comunicação e resulta na falta de engajamento da equipe, em erros operacionais, atrasos em projetos e conflitos entre equipes. Ou seja, a comunicação interpessoal, entre colegas ou entre gestores e liderados tem sido um agravante no desempenho de organizações. É o que evidencia a pesquisa Gartner – Future of Work Trends, de 2024, em que 70% dos entrevistados afirmam que seriam mais produtivos com uma comunicação interna mais eficaz. O mesmo estudo apontou que ambientes com comunicação transparente apresentam até 50% mais confiança na liderança.

A boa comunicação está associada à compreensão do outro. Entre o que se pensa, o que se diz, o que o outro ouve e o que ele interpreta, existe um espaço significativo para distorção. Ser claro e objetivo é dizer às pessoas o que se espera delas, quais são as prioridades, os prazos e até limites de cada tarefa e função.

Comece a desenvolver a sua comunicação. Melhore essa habilidade. Comunicar-se bem vai além da capacidade de se expressar com clareza ou escrever mensagens objetivas. A comunicação eficaz está associada a um conjunto de comportamentos. Profissionais com boa comunicação costumam demonstrar clareza de ideias e propostas, sabem ouvir, agem com transparência e definem bem papéis e responsabilidades, além de conseguirem conectar estratégia e execução no cotidiano das equipes.

Um ponto delicado vem de profissionais e lideranças que evitam conversas difíceis, não dão feedback corretamente, usam comunicação indireta, deixam decisões implícitas. Esse comportamento fortalece ruídos e compromete o dia a dia da equipe. A má comunicação pode resultar em queda de engajamento, distanciamento emocional, resistência passiva, comunicação defensiva e no cumprimento mecânico de tarefas.

Ou seja, mensagens ambíguas, orientações incompletas, pressuposições não verbalizadas, interpretações baseadas em suposições e excesso de informalidade em temas críticos são alguns exemplos que comprometem o entendimento e resultam em perdas diárias.

É fato que a comunicação no ambiente corporativo não é apenas transmissão de informação.

Em um contexto marcado pela transformação digital, pela convivência entre múltiplas gerações e pelo crescimento das equipes híbridas, comunicar-se bem deixou de ser apenas uma habilidade comportamental complementar. Tornou-se uma competência estratégica, a diferença entre equipes que avançam com clareza e organizações presas ao retrabalho, aos ruídos e aos conflitos silenciosos.

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